sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Homem ou Mulher?

Estes gêneros são sempre uma ótima pedida para uma longa e complicada discussão de quem é melhor do que quem! Recentemente a consultora americana Lois Frankel, presidente da Corporate Coaching International, resolveu colocar mais lenha na fogueira e escreveu o livro Mulheres lideram melhor que os homens, publicado pela editora Gente.
No livro ela defende sua tese de que as mulheres são geneticamente mais preparadas para cargos de liderança do que os homens, destacando fatores inerentes ao “sexo frágil” como: Alta inteligência emocional e capacidade de influência, como um pedigree para líderes.
O que me deixa intrigado é pensar que o foco da guerra dos sexos que antes era a igualdade entre eles, como as mulheres lutaram e se colocaram muito bem durante todo o mundo moderno, pôde hoje entrar no aspecto de superioridade, que foi justamente o que desencadeou a discussão anterior. No artigo que li no site do Yahoo existia um depoimento dizendo que diante do contexto cultural, desde crianças meninos e meninas são estimulados a terem visões do mundo diferenciadas, quando meninos aprendem a montar carrinhos, e desenvolvem uma visão mais objetiva e prática e meninas tendem a desenvolverem o lado afetivo e carinhoso... Balela!
Depois de crescerem e estarem situados hoje no mundo contemporâneo onde, após as conquistas feministas, do mesmo ponto de vista cultural a visão de “Pai de família” é já pertence ao universo feminino, as diferenças foram diminuídas diria até que quase instintas entre homens e mulheres. O fator cultural então, ao meu ver, igualaria as condições entre os sexos e não privilegiaria um. Considerando as conquistas femininas das ultimas décadas.
Diferenciar líderes por sexo é generalizar de forma irracional a capacidade individual de cada ser humano. As diferenças existentes entre os gêneros já foi vencida na modernidade e repensa-las no mundo Contemporâneo é regredir no pensamento e desmerecer os resultados. As mulheres provaram com excelência que não são inferiores aos homens e hoje ocupam cargos importantíssimos como governos, presidências de grandes empresas, cadeiras em universidades e além de tudo isso ainda continuam exercendo o papel de donas de casa, mãe, esposa...
Então, minha conclusão é a seguinte, desencadear novamente essa retórica é entrar num diálogo tautológico onde os egos nunca darão trégua e fim ao discurso. Está mais do que provado que dilema não cabe nas distâncias quase inexistentes atualmente entre homem e mulher e sim na mente de quem julga a questão.

Um comentário:

Cleyton Arruda disse...

nossa
e nao eh que o texto ta ganhando forma?
"tautologico"? hum....