O advento pós-moderno ou contemporâneo é a nova ordem da informação. Falar em globalização já é repetir discurso comum. O cenário atual remete a problemática dos efeitos dessa globalização na vida do homem cotidiano, nas suas relações sociais, sociais e econômicas..
Discutindo os efeitos da globalização na informação não é mais cabível dizer nos dias atuais que a mídia controla e manipula através do poder da palavra. Sabemos que na sociedade atual, esse homem contemporâneo e sociabilizado é capaz de elaborar seu próprio discurso com o q absorve da mídia e negociar seu sentido. Inclusive o discurso sobre sua própria condição social.
O papel que a mídia tem efetivamente desempenhado é de um atirador num paredão de execução, bombardeando o cidadão de informação, dos mais variados formatos e temas causando uma narcotização do sujeito que se isola desse turbilhão de notícias. Por trás dessa tática estão as organizações econômicas que no contexto atual são as mãos que movem as marionetes políticas que, beneficiam-se dessa inércia da população e da cegueira de muitos que tornam impcapazes de perceber, ou quando percebem, de reagir contra eles.
A Internet reconfigurou a esfera pública de tal maneira que a rede tornou-se o lugar de descanso e trocas sociais. A cultura veiculada pela mídia transformou-se numa força dominante de socialização: suas imagens e celebridades substituem a família, a escola e a Igreja como árbitros de gosto, valor e pensamento, produzindo novos modelos de identificação. E lembro que esse produto de entretenimento é em grande parte produzido baseado no mesmo gênesis da teoria de bombardeamento de informação e de certa forma pelas mesmas mãos.
O indivíduo narcotizado pelo excesso de informação e inserido nessa sociedade de consumo obtém mais sofisticação no consumo de bens e atividades de lazer do que bens intelectuais e laboriosos. Ele se afasta do que deveria significar seu papel social nessa sociedade pós e torna-se somente um espectador da sua própria vida social e coletiva.
Portanto concluo que não é o discurso da mídia que aliena o indivíduo, mas sim os efeitos narcotizantes desse discurso exacerbado que ela produz aliado ao refúgio que o os atores sociais encontram na rede e na indústria do entretenimento fútil.
Talvez mais importante do que possuir o conhecimento e o domínio das informações seja ter o poder de dar voz ao seu discurso a mesma altura das mãos que manipulam as marionetes.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
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