O advento pós-moderno ou contemporâneo é a nova ordem da informação. Falar em globalização já é repetir discurso comum. O cenário atual remete a problemática dos efeitos dessa globalização na vida do homem cotidiano, nas suas relações sociais, sociais e econômicas..
Discutindo os efeitos da globalização na informação não é mais cabível dizer nos dias atuais que a mídia controla e manipula através do poder da palavra. Sabemos que na sociedade atual, esse homem contemporâneo e sociabilizado é capaz de elaborar seu próprio discurso com o q absorve da mídia e negociar seu sentido. Inclusive o discurso sobre sua própria condição social.
O papel que a mídia tem efetivamente desempenhado é de um atirador num paredão de execução, bombardeando o cidadão de informação, dos mais variados formatos e temas causando uma narcotização do sujeito que se isola desse turbilhão de notícias. Por trás dessa tática estão as organizações econômicas que no contexto atual são as mãos que movem as marionetes políticas que, beneficiam-se dessa inércia da população e da cegueira de muitos que tornam impcapazes de perceber, ou quando percebem, de reagir contra eles.
A Internet reconfigurou a esfera pública de tal maneira que a rede tornou-se o lugar de descanso e trocas sociais. A cultura veiculada pela mídia transformou-se numa força dominante de socialização: suas imagens e celebridades substituem a família, a escola e a Igreja como árbitros de gosto, valor e pensamento, produzindo novos modelos de identificação. E lembro que esse produto de entretenimento é em grande parte produzido baseado no mesmo gênesis da teoria de bombardeamento de informação e de certa forma pelas mesmas mãos.
O indivíduo narcotizado pelo excesso de informação e inserido nessa sociedade de consumo obtém mais sofisticação no consumo de bens e atividades de lazer do que bens intelectuais e laboriosos. Ele se afasta do que deveria significar seu papel social nessa sociedade pós e torna-se somente um espectador da sua própria vida social e coletiva.
Portanto concluo que não é o discurso da mídia que aliena o indivíduo, mas sim os efeitos narcotizantes desse discurso exacerbado que ela produz aliado ao refúgio que o os atores sociais encontram na rede e na indústria do entretenimento fútil.
Talvez mais importante do que possuir o conhecimento e o domínio das informações seja ter o poder de dar voz ao seu discurso a mesma altura das mãos que manipulam as marionetes.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Homem ou Mulher?
Estes gêneros são sempre uma ótima pedida para uma longa e complicada discussão de quem é melhor do que quem! Recentemente a consultora americana Lois Frankel, presidente da Corporate Coaching International, resolveu colocar mais lenha na fogueira e escreveu o livro Mulheres lideram melhor que os homens, publicado pela editora Gente.
No livro ela defende sua tese de que as mulheres são geneticamente mais preparadas para cargos de liderança do que os homens, destacando fatores inerentes ao “sexo frágil” como: Alta inteligência emocional e capacidade de influência, como um pedigree para líderes.
O que me deixa intrigado é pensar que o foco da guerra dos sexos que antes era a igualdade entre eles, como as mulheres lutaram e se colocaram muito bem durante todo o mundo moderno, pôde hoje entrar no aspecto de superioridade, que foi justamente o que desencadeou a discussão anterior. No artigo que li no site do Yahoo existia um depoimento dizendo que diante do contexto cultural, desde crianças meninos e meninas são estimulados a terem visões do mundo diferenciadas, quando meninos aprendem a montar carrinhos, e desenvolvem uma visão mais objetiva e prática e meninas tendem a desenvolverem o lado afetivo e carinhoso... Balela!
Depois de crescerem e estarem situados hoje no mundo contemporâneo onde, após as conquistas feministas, do mesmo ponto de vista cultural a visão de “Pai de família” é já pertence ao universo feminino, as diferenças foram diminuídas diria até que quase instintas entre homens e mulheres. O fator cultural então, ao meu ver, igualaria as condições entre os sexos e não privilegiaria um. Considerando as conquistas femininas das ultimas décadas.
Diferenciar líderes por sexo é generalizar de forma irracional a capacidade individual de cada ser humano. As diferenças existentes entre os gêneros já foi vencida na modernidade e repensa-las no mundo Contemporâneo é regredir no pensamento e desmerecer os resultados. As mulheres provaram com excelência que não são inferiores aos homens e hoje ocupam cargos importantíssimos como governos, presidências de grandes empresas, cadeiras em universidades e além de tudo isso ainda continuam exercendo o papel de donas de casa, mãe, esposa...
Então, minha conclusão é a seguinte, desencadear novamente essa retórica é entrar num diálogo tautológico onde os egos nunca darão trégua e fim ao discurso. Está mais do que provado que dilema não cabe nas distâncias quase inexistentes atualmente entre homem e mulher e sim na mente de quem julga a questão.
No livro ela defende sua tese de que as mulheres são geneticamente mais preparadas para cargos de liderança do que os homens, destacando fatores inerentes ao “sexo frágil” como: Alta inteligência emocional e capacidade de influência, como um pedigree para líderes.
O que me deixa intrigado é pensar que o foco da guerra dos sexos que antes era a igualdade entre eles, como as mulheres lutaram e se colocaram muito bem durante todo o mundo moderno, pôde hoje entrar no aspecto de superioridade, que foi justamente o que desencadeou a discussão anterior. No artigo que li no site do Yahoo existia um depoimento dizendo que diante do contexto cultural, desde crianças meninos e meninas são estimulados a terem visões do mundo diferenciadas, quando meninos aprendem a montar carrinhos, e desenvolvem uma visão mais objetiva e prática e meninas tendem a desenvolverem o lado afetivo e carinhoso... Balela!
Depois de crescerem e estarem situados hoje no mundo contemporâneo onde, após as conquistas feministas, do mesmo ponto de vista cultural a visão de “Pai de família” é já pertence ao universo feminino, as diferenças foram diminuídas diria até que quase instintas entre homens e mulheres. O fator cultural então, ao meu ver, igualaria as condições entre os sexos e não privilegiaria um. Considerando as conquistas femininas das ultimas décadas.
Diferenciar líderes por sexo é generalizar de forma irracional a capacidade individual de cada ser humano. As diferenças existentes entre os gêneros já foi vencida na modernidade e repensa-las no mundo Contemporâneo é regredir no pensamento e desmerecer os resultados. As mulheres provaram com excelência que não são inferiores aos homens e hoje ocupam cargos importantíssimos como governos, presidências de grandes empresas, cadeiras em universidades e além de tudo isso ainda continuam exercendo o papel de donas de casa, mãe, esposa...
Então, minha conclusão é a seguinte, desencadear novamente essa retórica é entrar num diálogo tautológico onde os egos nunca darão trégua e fim ao discurso. Está mais do que provado que dilema não cabe nas distâncias quase inexistentes atualmente entre homem e mulher e sim na mente de quem julga a questão.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
A unidade da diferença.
Quero falar de Cultura e deste conceito de “unidade diferente” partindo do princípio de que a cultura responde a condições particulares num contexto histórico, político e social específico. Pois bem, mas o que isto quer dizer? O que chamamos de Sociedade é composta por economia, política e cultura. Partindo daí eu penso: O que é a nossa Cultura hoje e quem a produz para quem?
Vivemos num mundo ramificado onde coexistem centenas de grupos sociais diversos que são demasiadamente diferentes uns dos outros porém, em determinadas situações se comunicam e até se fundem. Mas isso porque mesmo nessa idéia de mundo ramificado e subdividido eles coexistem no mesmo mundo, pois ainda sim são a mesma sociedade, influenciada pelos mesmos fatores. Por isso acredito que dentre eles a cultura seja o valor de maior valor, pois nela não importa o poder econômico e nem a direção política.
É a cultura, através da música, ou melhor, do Funk, que leva o “playboy” do asfalto para um baile dentro de uma comunidade localizada no alto de um morro. E aí não importa o fator econômico e nem político que os diferenciam. Todos estão consumindo o mesmo produto cultural.
Então eu acredito que o fator mais promissor e capaz de realizar essa “Unidade” seja a Cultura. Pois é produzindo e consumindo essa cultura que dá-se a maior troca do ser humano, a troca da essência, pois as expressões dessa cultura são sempre expressões de valores, ideologias e sentimentos tangentes à mesma submissão social de todas as classes. E é exatamente nessa expressão cultural que podemos analisar a leitura de cada camada social destes impactos, através da sua produção cultural. Sejam estas, música, literatura, ou qualquer outra expressão de arte.
O funck dos parágrafos anteriores, desempenha muito bem esse papel, no sentido que leva uma classe favorecida dessa sociedade a conhecer a cultura mais popular de uma camada enorme e desfavorecida. O Funck nasceu nas comunidades e mesmo depois da exposição à mídia ainda é essencialmente uma linguagem delas. Foi incluído e não engolido e moldado aos moldes da “cultura normal” e ganha força dentro desse contexto. Mas ainda não entendo esse fenômeno como troca, pois os moradores das comunidades não têm igual acesso ao mesmo nível de cultura que os moradores da zona sul por exemplo. Portanto, o funck no formato que foi criado, não poderia nascer em outro lugar senão numa comunidade.
Estou falando aí de oportunidades de acesso, pois a cultura é adquirida através da comunicação. Já que nascemos como uma folha em branco e a partir do momento que desenvolvemos a fala herdamos a cultura do meio onde vivemos. Logo é provável que um menino nascido e criado em Ipanema conheça a cultura da elite não somente de seu país mas de mundo em geral e ainda sim conheça as culturas populares e ser altamente atingido por elas. Mas inversamente o menino nascido na baixada por exemplo dificilmente terá acesso a qualquer outro tipo de cultura senão a produzida em seu ambiente. A popular.
Não quero dizer que isso seja uma regra, visto a existência de “mauricinhos” completamente ignorantes e vazios de quaisquer valores social e cultural, e ainda pessoas “baixa-renda” com grande bagagem cultural. A injustiça reside em, do ponto de vista de produzir cultura o menino de Ipanema tenha bagagem de todos os segmentos de cultura como matéria prima enquanto o menino da baixada trabalhe com apenas um material.
Daí concluímos que, não existe então a “Unidade da diferença”. E como encontrá-la, ou usando um termo mais apropriado, como conquistá-la? Com o advento da Internet e de todos os meios de comunicação, a primeira vista é fácil responder a questão dizendo que todos tem razoável acesso à cultura, já que existem bibliotecas publicas, milhares de “Lan Houses” espalhadas pelos quatro cantos, inclusive em comunidades... Mas qual o interesse de uma criança pobre em pesquisar sobre Machado de Assis, ou de conhecer o cinema Europeu? de conhecer outro estilo de música além do que lhe é imposto pelas rádios?
Ora, a príncipio, como citado anteriormente, nascemos vazios, em branco, e ao nos comunicarmos com o mundo externo, absorvemos a cultura desse meio. A chave é criar interesse em crianças e adultos por cultura geral. E torná-los receptores críticos da cultura ou da “anticultura” que lhes é oferecida e imposta diariamente.
Sei que pareço ingênuo, já que sabemos que para a economia e muito menos para a política não há interesse real em tornar o povo um grande cérebro crítico. Então só a cultura pode trazer uma unidade, ou igualdade de acesso para todos. E nenhum meio melhor que os de Comunicação de Massa para atingir esse grande público.
Somos bombardeados diariamente com programas inúteis, notícias sobre a vida inútil de artistas ou na maior parte das vezes apenas “celebridades”, somos influenciados a consumir entretenimento padronizado, programas completamente alienantes com atrações quase bizarras. Não quero e nem preciso citar quais programas são estes. Precisamos entender e fazer com que os outros entendam que a Cultura, portanto e Educação, é a chave para o desenvolvimento e crescimento do homem e de sua sociedade.
Bom, ainda não tenho bagagem suficiente para discutir de forma concisa este assunto e confesso que este é um assunto extenso demais para se tratar num simples texto de um blog pequeno como o meu. Não sei ainda ao certo em que vou me especializar ao longo da minha graduação, mas sei que Cultura é um assunto interessantíssimo. E mesmo parecendo ingênuo e lutando contra uma enorme maré, vou começar como posso, expondo meus questionamentos a vocês. Afinal idéias são para serem divididas ou multiplicadas... Depende do ponto de vista!
Vivemos num mundo ramificado onde coexistem centenas de grupos sociais diversos que são demasiadamente diferentes uns dos outros porém, em determinadas situações se comunicam e até se fundem. Mas isso porque mesmo nessa idéia de mundo ramificado e subdividido eles coexistem no mesmo mundo, pois ainda sim são a mesma sociedade, influenciada pelos mesmos fatores. Por isso acredito que dentre eles a cultura seja o valor de maior valor, pois nela não importa o poder econômico e nem a direção política.
É a cultura, através da música, ou melhor, do Funk, que leva o “playboy” do asfalto para um baile dentro de uma comunidade localizada no alto de um morro. E aí não importa o fator econômico e nem político que os diferenciam. Todos estão consumindo o mesmo produto cultural.
Então eu acredito que o fator mais promissor e capaz de realizar essa “Unidade” seja a Cultura. Pois é produzindo e consumindo essa cultura que dá-se a maior troca do ser humano, a troca da essência, pois as expressões dessa cultura são sempre expressões de valores, ideologias e sentimentos tangentes à mesma submissão social de todas as classes. E é exatamente nessa expressão cultural que podemos analisar a leitura de cada camada social destes impactos, através da sua produção cultural. Sejam estas, música, literatura, ou qualquer outra expressão de arte.
O funck dos parágrafos anteriores, desempenha muito bem esse papel, no sentido que leva uma classe favorecida dessa sociedade a conhecer a cultura mais popular de uma camada enorme e desfavorecida. O Funck nasceu nas comunidades e mesmo depois da exposição à mídia ainda é essencialmente uma linguagem delas. Foi incluído e não engolido e moldado aos moldes da “cultura normal” e ganha força dentro desse contexto. Mas ainda não entendo esse fenômeno como troca, pois os moradores das comunidades não têm igual acesso ao mesmo nível de cultura que os moradores da zona sul por exemplo. Portanto, o funck no formato que foi criado, não poderia nascer em outro lugar senão numa comunidade.
Estou falando aí de oportunidades de acesso, pois a cultura é adquirida através da comunicação. Já que nascemos como uma folha em branco e a partir do momento que desenvolvemos a fala herdamos a cultura do meio onde vivemos. Logo é provável que um menino nascido e criado em Ipanema conheça a cultura da elite não somente de seu país mas de mundo em geral e ainda sim conheça as culturas populares e ser altamente atingido por elas. Mas inversamente o menino nascido na baixada por exemplo dificilmente terá acesso a qualquer outro tipo de cultura senão a produzida em seu ambiente. A popular.
Não quero dizer que isso seja uma regra, visto a existência de “mauricinhos” completamente ignorantes e vazios de quaisquer valores social e cultural, e ainda pessoas “baixa-renda” com grande bagagem cultural. A injustiça reside em, do ponto de vista de produzir cultura o menino de Ipanema tenha bagagem de todos os segmentos de cultura como matéria prima enquanto o menino da baixada trabalhe com apenas um material.
Daí concluímos que, não existe então a “Unidade da diferença”. E como encontrá-la, ou usando um termo mais apropriado, como conquistá-la? Com o advento da Internet e de todos os meios de comunicação, a primeira vista é fácil responder a questão dizendo que todos tem razoável acesso à cultura, já que existem bibliotecas publicas, milhares de “Lan Houses” espalhadas pelos quatro cantos, inclusive em comunidades... Mas qual o interesse de uma criança pobre em pesquisar sobre Machado de Assis, ou de conhecer o cinema Europeu? de conhecer outro estilo de música além do que lhe é imposto pelas rádios?
Ora, a príncipio, como citado anteriormente, nascemos vazios, em branco, e ao nos comunicarmos com o mundo externo, absorvemos a cultura desse meio. A chave é criar interesse em crianças e adultos por cultura geral. E torná-los receptores críticos da cultura ou da “anticultura” que lhes é oferecida e imposta diariamente.
Sei que pareço ingênuo, já que sabemos que para a economia e muito menos para a política não há interesse real em tornar o povo um grande cérebro crítico. Então só a cultura pode trazer uma unidade, ou igualdade de acesso para todos. E nenhum meio melhor que os de Comunicação de Massa para atingir esse grande público.
Somos bombardeados diariamente com programas inúteis, notícias sobre a vida inútil de artistas ou na maior parte das vezes apenas “celebridades”, somos influenciados a consumir entretenimento padronizado, programas completamente alienantes com atrações quase bizarras. Não quero e nem preciso citar quais programas são estes. Precisamos entender e fazer com que os outros entendam que a Cultura, portanto e Educação, é a chave para o desenvolvimento e crescimento do homem e de sua sociedade.
Bom, ainda não tenho bagagem suficiente para discutir de forma concisa este assunto e confesso que este é um assunto extenso demais para se tratar num simples texto de um blog pequeno como o meu. Não sei ainda ao certo em que vou me especializar ao longo da minha graduação, mas sei que Cultura é um assunto interessantíssimo. E mesmo parecendo ingênuo e lutando contra uma enorme maré, vou começar como posso, expondo meus questionamentos a vocês. Afinal idéias são para serem divididas ou multiplicadas... Depende do ponto de vista!
sábado, 28 de julho de 2007
Essa juventude...
A onda do ‘ficar” surgida a alguns anos atrás e completamente aderida pelos jovens desta geração parece ter criado grandes seqüelas nessa juventude. Hoje em dia ninguém tem compromissos e vive cheio de medos. Na boca de quase todos reside um discurso poético, ético e quase romântico de que já passou essa fase, de que ficar com todo mundo sem nenhum envolvimento é vazio, já não cabe...
Mas é dessas mesmas pessoas que vemos as situações mais inusitadas. Pergunte a um jovem se ele já não conheceu alguém que se dispôs a namorar e sumiu, ou começou um relacionamento e terminou logo depois, que exigia fidelidade, atenção e mil coisas que não estava disposto a retribuir. Pergunte também, quem já não fez esse papel. Acredito que ouvirá as mesmas respostas, os mesmos textos com atores diferentes.
O “Ficar” transformou esta geração em um bando de pessoas carentes que se perdem quando o assunto se resume à intimidade. Fomos criados para sermos os melhores, discutirmos sobre todos os assuntos, lutarmos pelo nosso lugar social... As mulheres devem ser independentes, estudar, se formar, ter sua própria vida e depois, quem sabe se casar. Homem não presta, casar pra quê? E os homens por sua vez, receosos dessas mulheres tão auto-suficientes: Casar pra quê? Pra separar e depois ter que pagar uma fortuna de pensão?
Então para legião de jovens adestrados para serem auto-suficientes se entregar e se ver frágil perante uma outra pessoa parece uma idéia inconcebível.
No meio dessa história, difundiu-se como praga o “ajuntamento”, que veio da idéia do, casar pra quê? Ora, todo casal apaixonado em algum momento pensam em dividirem uma vida. Ops! Termo errado, dividir não é bem o termo. Mas viverem juntos, sem compromissos, como se juntos não fossem um casal, não houvesse unicidade, apenas uma simples união frágil que pode se desfazer cedo ou tarde sem maiores seqüelas. Da mesma forma os “ficantes” que podem “ficar” por anos sem nunca terem sido namorados, sem nenhuma espécie de compromissos, mas nunca sem cobranças.
Certa vez li uma matéria num jornal, onde a leitora perguntava acerca desse assunto, dizia ela que tinha um “ficante” de uns 3 anos, e que já não agüentava mais a situação sem rótulos e sem forma. Queria saber o que fazer. O dilema ficava entre, terminar ou continuar ficando, já que ela era apaixonada pelo tal “ficante” e ele se dizia o mesmo por ela. A resposta do psicanalista foi muito interessante. Primeiro ele a questionou o fato do “terminar”. Terminar o quê? E depois apresentou uma metáfora que conta mais ou menos a seguinte história: Em um campus de uma universidade, existia uma regra fixada numa parede que proibia cães nos alojamentos dos alunos. Um aluno num dia de chuva, se apiedou de um cão de rua, e o escondeu em seu quarto. Os amigos, depois de muito discutirem sobre a permanência ou não do animal ali, decidiram pendurar uma plaquinha em seu pescoço com a seguinte frase, Eu não sou um cão! E o cachorrinho permaneceu por anos no alojamento.
É uma história aparentemente boba, senão se perceber que o cão ficou ali porque, como um animal irracional, não se importava com a negação da sua condição, ou em o que as pessoas achavam que ele era. Não existia ali a necessidade de se conhecer, de saber o seu lugar e se impor. O mesmo acontece com os “ficantes”. Se estamos juntos, se nos beijamos, damos e ganhamos presentes, vamos ao cinema, dormimos juntos, viajamos juntos... Mas NÃO somos namorados, se essa idéia é completamente aceita das duas partes, perfeito. Mas se uma das partes não se sente bem com a sua “plaquinha” que mente, ou não deixa claro sobre a sua condição, algo está errado.
O mais triste disso tudo é como disse anteriormente que estamos cada vez mais carentes e com mais medo de que os outros percebam essa nossa necessidade. Necessidade de companhia, de espaço digno, de conhecimento de si e do outro, de pensamento coletivo. A geração de jovens de hoje, vive uma vida particular onde nada mais importa além da sua atmosfera pessoal, não há ideais, não há senso comum (ao menos não um bom senso). A alienação de toda uma geração está estampada na cara dessa juventude que levanta uma bandeira tão vazia quanto suas mentes. E me parece que daqui pra frente a tendência é piorar, com a geração Britney, Rebeldes, Alemão... e assim por diante.
Que tal revermos nossos conceitos, e tentarmos olhar adiante, procurando ver onde estaremos daqui a alguns anos. Num filme uma vez vi a frase “Não arrume a sua vida de forma que se encontre sozinho bem no momento que mais precisar de alguém”. Talvez essa frase nos faça sentido daqui a algum tempo. Não quero levantar uma bandeira romântica e nem dizer para vivermos de amor numa cabana e esquecer de fazer dinheiro, carreira... Mas vamos amadurecer direito, sermos adultos completos, pra um dia olharmos pra trás sem nos arrependermos dessa nossa juventude!
Mas é dessas mesmas pessoas que vemos as situações mais inusitadas. Pergunte a um jovem se ele já não conheceu alguém que se dispôs a namorar e sumiu, ou começou um relacionamento e terminou logo depois, que exigia fidelidade, atenção e mil coisas que não estava disposto a retribuir. Pergunte também, quem já não fez esse papel. Acredito que ouvirá as mesmas respostas, os mesmos textos com atores diferentes.
O “Ficar” transformou esta geração em um bando de pessoas carentes que se perdem quando o assunto se resume à intimidade. Fomos criados para sermos os melhores, discutirmos sobre todos os assuntos, lutarmos pelo nosso lugar social... As mulheres devem ser independentes, estudar, se formar, ter sua própria vida e depois, quem sabe se casar. Homem não presta, casar pra quê? E os homens por sua vez, receosos dessas mulheres tão auto-suficientes: Casar pra quê? Pra separar e depois ter que pagar uma fortuna de pensão?
Então para legião de jovens adestrados para serem auto-suficientes se entregar e se ver frágil perante uma outra pessoa parece uma idéia inconcebível.
No meio dessa história, difundiu-se como praga o “ajuntamento”, que veio da idéia do, casar pra quê? Ora, todo casal apaixonado em algum momento pensam em dividirem uma vida. Ops! Termo errado, dividir não é bem o termo. Mas viverem juntos, sem compromissos, como se juntos não fossem um casal, não houvesse unicidade, apenas uma simples união frágil que pode se desfazer cedo ou tarde sem maiores seqüelas. Da mesma forma os “ficantes” que podem “ficar” por anos sem nunca terem sido namorados, sem nenhuma espécie de compromissos, mas nunca sem cobranças.
Certa vez li uma matéria num jornal, onde a leitora perguntava acerca desse assunto, dizia ela que tinha um “ficante” de uns 3 anos, e que já não agüentava mais a situação sem rótulos e sem forma. Queria saber o que fazer. O dilema ficava entre, terminar ou continuar ficando, já que ela era apaixonada pelo tal “ficante” e ele se dizia o mesmo por ela. A resposta do psicanalista foi muito interessante. Primeiro ele a questionou o fato do “terminar”. Terminar o quê? E depois apresentou uma metáfora que conta mais ou menos a seguinte história: Em um campus de uma universidade, existia uma regra fixada numa parede que proibia cães nos alojamentos dos alunos. Um aluno num dia de chuva, se apiedou de um cão de rua, e o escondeu em seu quarto. Os amigos, depois de muito discutirem sobre a permanência ou não do animal ali, decidiram pendurar uma plaquinha em seu pescoço com a seguinte frase, Eu não sou um cão! E o cachorrinho permaneceu por anos no alojamento.
É uma história aparentemente boba, senão se perceber que o cão ficou ali porque, como um animal irracional, não se importava com a negação da sua condição, ou em o que as pessoas achavam que ele era. Não existia ali a necessidade de se conhecer, de saber o seu lugar e se impor. O mesmo acontece com os “ficantes”. Se estamos juntos, se nos beijamos, damos e ganhamos presentes, vamos ao cinema, dormimos juntos, viajamos juntos... Mas NÃO somos namorados, se essa idéia é completamente aceita das duas partes, perfeito. Mas se uma das partes não se sente bem com a sua “plaquinha” que mente, ou não deixa claro sobre a sua condição, algo está errado.
O mais triste disso tudo é como disse anteriormente que estamos cada vez mais carentes e com mais medo de que os outros percebam essa nossa necessidade. Necessidade de companhia, de espaço digno, de conhecimento de si e do outro, de pensamento coletivo. A geração de jovens de hoje, vive uma vida particular onde nada mais importa além da sua atmosfera pessoal, não há ideais, não há senso comum (ao menos não um bom senso). A alienação de toda uma geração está estampada na cara dessa juventude que levanta uma bandeira tão vazia quanto suas mentes. E me parece que daqui pra frente a tendência é piorar, com a geração Britney, Rebeldes, Alemão... e assim por diante.
Que tal revermos nossos conceitos, e tentarmos olhar adiante, procurando ver onde estaremos daqui a alguns anos. Num filme uma vez vi a frase “Não arrume a sua vida de forma que se encontre sozinho bem no momento que mais precisar de alguém”. Talvez essa frase nos faça sentido daqui a algum tempo. Não quero levantar uma bandeira romântica e nem dizer para vivermos de amor numa cabana e esquecer de fazer dinheiro, carreira... Mas vamos amadurecer direito, sermos adultos completos, pra um dia olharmos pra trás sem nos arrependermos dessa nossa juventude!
segunda-feira, 16 de julho de 2007
"...A mim, não me interessa o que aconteceu... " diz Lula,

Não sou muito ligado a política, sinceramente não entendo muito sobre o assunto e nem tento entender. Entretanto sou um cidadão e não consigo fechar os olhos às necessidades e deficiências do país e principalmente do meu estado. O Rio de Janeiro está sediando os jogos Pan americanos, muito investimento foi feito, muito dinheiro foi gasto para esse grande evento. E o que nós, cidadãos normais ganhamos com isso?
Talvez essa não seja uma questão somente minha, talvez essa pergunta esteja ecoando na cabeça de muitos brasileiros. Visto as vaias recebidas pelo presidente Lula na abertura dos jogos. Disse ele numa entrevista no programa de rádio Café com o Presidente. “Na minha vida política, a vaia e o aplauso são dois momentos de reação do ser humano. A única coisa que eu, particularmente, fico triste é que eu fui preparado para uma festa. É como se eu fosse convidado para o aniversário de um amigo meu, chegasse lá e encontrasse um grupo de pessoas que não queria a minha presença lá. Eu tenho certeza de que não é esse o pensamento do Rio de Janeiro"
"Depois que terminou o evento, várias pessoas vieram dizer que tinha sido organizado, que gente tinha recebido o convite. A mim, não me interessa o que aconteceu. O importante é que foi uma abertura extraordinária dos Jogos Pan-Americanos".
Essas declarações me deixam mais insatisfeito ainda em relação ao nosso excelentíssimo presidente Lula, pois um líder que ignora uma reação do povo, e não percebe que a insatisfação não é um ato isolado, e ainda por cima tenta abafar o acontecimento dando ênfase a abertura dos jogos, não merece meu voto, não merece decidir sobre assuntos que influenciam a vida das pessoas comuns, ou seja, não merece governar.
Minha insatisfação com o Pan já existia desde que comecei a andar pela cidade e ver a grandeza das construções inúteis à cidade pós Pan, já que não se investe nos atletas, já que não se investe em educação e que assim que os jogos terminarem, tudo isso vai se deteriorar senão for privatizado. (não que eu concorde com a privatização)
Muito dinheiro foi gasto, senão “extraviado” por causa do Pan. Pois bem, no que isso vai trazer de bom para o Rio e para o país?Turismo? Até onde minhas vistas alcançam turismo só traz dinheiro de fato a quem já o tem, e em muita quantidade. Empregos? Eu chamaria de sub-empregos senão empregos temporários (Já que nada se mantém por muito tempo em bom estado, se for tratado pelo governo), os empregos de garçons, manobristas e todo o tipo de serventes. Acho que o país não precisa de empregos desse tipo, na verdade, de imediato precisa sim, pois o povo precisa por comida à mesa. Mas toda essa verba seria melhor empregada em educação e saúde. Assim daqui a 10 ou 20 anos, talvez não sejam a maior parte do Brasil formada de empregados, Talvez os filhos ou netos dessas pessoas possam ser empregadores. Talvez o povo saiba escolher melhor quem governa esse “elefante branco”, e talvez possamos fazer um Pan Americano ou uma Copa do Mundo dignos e vantajosos pra todo mundo.
Talvez essa não seja uma questão somente minha, talvez essa pergunta esteja ecoando na cabeça de muitos brasileiros. Visto as vaias recebidas pelo presidente Lula na abertura dos jogos. Disse ele numa entrevista no programa de rádio Café com o Presidente. “Na minha vida política, a vaia e o aplauso são dois momentos de reação do ser humano. A única coisa que eu, particularmente, fico triste é que eu fui preparado para uma festa. É como se eu fosse convidado para o aniversário de um amigo meu, chegasse lá e encontrasse um grupo de pessoas que não queria a minha presença lá. Eu tenho certeza de que não é esse o pensamento do Rio de Janeiro"
"Depois que terminou o evento, várias pessoas vieram dizer que tinha sido organizado, que gente tinha recebido o convite. A mim, não me interessa o que aconteceu. O importante é que foi uma abertura extraordinária dos Jogos Pan-Americanos".
Essas declarações me deixam mais insatisfeito ainda em relação ao nosso excelentíssimo presidente Lula, pois um líder que ignora uma reação do povo, e não percebe que a insatisfação não é um ato isolado, e ainda por cima tenta abafar o acontecimento dando ênfase a abertura dos jogos, não merece meu voto, não merece decidir sobre assuntos que influenciam a vida das pessoas comuns, ou seja, não merece governar.
Minha insatisfação com o Pan já existia desde que comecei a andar pela cidade e ver a grandeza das construções inúteis à cidade pós Pan, já que não se investe nos atletas, já que não se investe em educação e que assim que os jogos terminarem, tudo isso vai se deteriorar senão for privatizado. (não que eu concorde com a privatização)
Muito dinheiro foi gasto, senão “extraviado” por causa do Pan. Pois bem, no que isso vai trazer de bom para o Rio e para o país?Turismo? Até onde minhas vistas alcançam turismo só traz dinheiro de fato a quem já o tem, e em muita quantidade. Empregos? Eu chamaria de sub-empregos senão empregos temporários (Já que nada se mantém por muito tempo em bom estado, se for tratado pelo governo), os empregos de garçons, manobristas e todo o tipo de serventes. Acho que o país não precisa de empregos desse tipo, na verdade, de imediato precisa sim, pois o povo precisa por comida à mesa. Mas toda essa verba seria melhor empregada em educação e saúde. Assim daqui a 10 ou 20 anos, talvez não sejam a maior parte do Brasil formada de empregados, Talvez os filhos ou netos dessas pessoas possam ser empregadores. Talvez o povo saiba escolher melhor quem governa esse “elefante branco”, e talvez possamos fazer um Pan Americano ou uma Copa do Mundo dignos e vantajosos pra todo mundo.
terça-feira, 10 de julho de 2007
Alienoplex

Olá!
Esta é a primeira postagem do meu Blog, onde comprometo-me a expor cultura de bom gosto traduzida em música, cinema, teatro, livros e o que mais aparecer de valor no assunto e ao meu alcance. Nesta inauguração quero começar falando sobre meu desagrado com os cinamas Kinoplex, Artpelx e “Alienoplex” que invadiram nossos shoppings, com uma grande estrutura que chamaria eu de Sepulcro Caiado, cheio de podridão interna.
Ha pouco tempo fui a um shopping assistir um filme, com o objetivo de entretenimento, mas obviamente de adquirir algo de bom, algo aproveitável. Para minha surpresa cinco das sete salas passavam o mesmo filme: Homem Aranha 3. Rendi-me àquela imposição e me aventurei a passar mais ou menos três horas de tortura, mas digo tortura literalmente, com aquela história manjada, que dava voltas e mais voltas sem chegar a lugar nenhum. Fui salvo por um problema técnico na película e ganhei outro ingresso, que é claro, não desperdicei com o mesmo filme!
Em resumo, após esse episódio resolvi deixar às salas ‘plex” de lado e procurar filmes em locadoras. Encontrei grandes filmes, a maioria Europeus e gastando muito menos, e tendo muito mais conforto, agora trago a minha casa o entretenimento, o conhecimento e a reflexão que procuro.
Uma dessas grandes descobertas foi o filme Os Sonhadores (The Dreamers), do premiado diretor italiano Bernardo Bertolucci, que mo fora indicado por um grande amigo. O Filme é uma intrigante história contada em Paris na década de 1960 que tem como pano de fundo os conflitos políticos inerentes ao local e data citados. Tudo gira em torno de três amigos. Um estudante norte-americano que faz intercambia em Paris, e um casal de irmãos locais que têm uma relação especial e curiosa, quase incestuosa que moram na cidade luz.
Matthew (Michael Pitt), Theo (Louis Garrel) e Isabelle (Eva Green), desenvolvem uma grande amizade que evolui para um relacionamento indefinível durante a trama, que tem início da paixão de ambos pelo cinema. Matthew vê os dois irmãos como algo que ele gostaria de ser, seres fascinantes que o acolhem e o mostram seu mundo particular. Os irmãos Theo e Isabelle vivem como se fossem uma única pessoa, passam todo o tempo juntos, são demasiadamente livres no que se diz respeito a libido, vontades, e experiências.
Theo é o click para que um romance se desenrole na história, mas não fica completamente às margens desse “relacionamento”. O Filme trabalha muito bem nudez, sensualidade, personalidade, conflitos internos e de relação com os outros. Tudo na medida certa, sem exageros e apelações, com uma direção fantástica e grandes interpretações (Destacando a magnífica interpretação de Eva Green) o filme trás uma história no mínimo incomum, que faz sua cabeça voar a mil por hora, quebrando conceitos pré-estabelecidos, e trazendo ao espectador questionamentos filosóficos e pessoais interessantíssimos.
Essa é minha dica para um fim de semana agradável e inteligente, com pipoca e amigos. Espero que seja válida! Grande abraço a todos e me contem o que acharam do filme... Fui.
Esta é a primeira postagem do meu Blog, onde comprometo-me a expor cultura de bom gosto traduzida em música, cinema, teatro, livros e o que mais aparecer de valor no assunto e ao meu alcance. Nesta inauguração quero começar falando sobre meu desagrado com os cinamas Kinoplex, Artpelx e “Alienoplex” que invadiram nossos shoppings, com uma grande estrutura que chamaria eu de Sepulcro Caiado, cheio de podridão interna.
Ha pouco tempo fui a um shopping assistir um filme, com o objetivo de entretenimento, mas obviamente de adquirir algo de bom, algo aproveitável. Para minha surpresa cinco das sete salas passavam o mesmo filme: Homem Aranha 3. Rendi-me àquela imposição e me aventurei a passar mais ou menos três horas de tortura, mas digo tortura literalmente, com aquela história manjada, que dava voltas e mais voltas sem chegar a lugar nenhum. Fui salvo por um problema técnico na película e ganhei outro ingresso, que é claro, não desperdicei com o mesmo filme!
Em resumo, após esse episódio resolvi deixar às salas ‘plex” de lado e procurar filmes em locadoras. Encontrei grandes filmes, a maioria Europeus e gastando muito menos, e tendo muito mais conforto, agora trago a minha casa o entretenimento, o conhecimento e a reflexão que procuro.
Uma dessas grandes descobertas foi o filme Os Sonhadores (The Dreamers), do premiado diretor italiano Bernardo Bertolucci, que mo fora indicado por um grande amigo. O Filme é uma intrigante história contada em Paris na década de 1960 que tem como pano de fundo os conflitos políticos inerentes ao local e data citados. Tudo gira em torno de três amigos. Um estudante norte-americano que faz intercambia em Paris, e um casal de irmãos locais que têm uma relação especial e curiosa, quase incestuosa que moram na cidade luz.
Matthew (Michael Pitt), Theo (Louis Garrel) e Isabelle (Eva Green), desenvolvem uma grande amizade que evolui para um relacionamento indefinível durante a trama, que tem início da paixão de ambos pelo cinema. Matthew vê os dois irmãos como algo que ele gostaria de ser, seres fascinantes que o acolhem e o mostram seu mundo particular. Os irmãos Theo e Isabelle vivem como se fossem uma única pessoa, passam todo o tempo juntos, são demasiadamente livres no que se diz respeito a libido, vontades, e experiências.
Theo é o click para que um romance se desenrole na história, mas não fica completamente às margens desse “relacionamento”. O Filme trabalha muito bem nudez, sensualidade, personalidade, conflitos internos e de relação com os outros. Tudo na medida certa, sem exageros e apelações, com uma direção fantástica e grandes interpretações (Destacando a magnífica interpretação de Eva Green) o filme trás uma história no mínimo incomum, que faz sua cabeça voar a mil por hora, quebrando conceitos pré-estabelecidos, e trazendo ao espectador questionamentos filosóficos e pessoais interessantíssimos.
Essa é minha dica para um fim de semana agradável e inteligente, com pipoca e amigos. Espero que seja válida! Grande abraço a todos e me contem o que acharam do filme... Fui.
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